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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

DESTINO

A vida insiste em me abandonar,
os amigos que antes eu tinha, hoje ignoram a minha presença,
meus amores esqueceram os meus abraços e afagos,
o mundo se volta contra mim.
A minha existência é nula, um valor insignificante,
no meio do infinito de algarismos.
Me vejo parada, sentada no meio do escuro, sozinha.
A escuridão é a minha única companhia,
o lápis que eu tinha se quebrou e os papeis se acabaram...
Com quem irei conversar, quem ouvira as minhas magoas e
enxugar as minha lagrimas.
O céu que antes tinha uma lua cheia e brilhante, se esconde de mim,
tens vergonha de clarear alguém que a sua luz já não merece,
alguém que um dia sorriu e cantou, mas que, hoje usa a máscara,
a máscara que os seus inimigos pintaram e que hoje lhe serve como
o único apoio para viver e ver a sociedade decrescer, e virar pó.


Simone Rolim Pereira

Um comentário:

Anônimo disse...
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